O que me impressiona nos EUA é a importância ao livre-arbítrio e conseqüentemente a democracia. Lá as eleições são optativas e ainda sim houve 73,5% de participação (porcentagem calculada sobre a população apta a votar). Um ótimo número.
Lá, ao contrário daqui, as eleições não são em um único dia de votação. As sessões são abertas dias antes para quem quiser adiantar seu voto. Pode-se votar pelo correio.
Enfim é realmente um processo participativo.
Aqui somos obrigados. NÃO É DIREITO, É DEVER!! Que cidadão é este que queremos construir. Que democracia é a nossa que nós obriga a participar.
Dizem que se não for assim, não haveria quórum suficiente para eleger um candidato. Claro, isso é o resultado de uma grande decepção e de um processo que não representa a maioria. Eu se pudesse não votava.
E porque nos EUA há tanta participação? Consciência? Esperança? NÃO. É porque lá as eleições não são apenas para escolher um representante. Lá eles fazem zilhões de plebiscitos nos estados, sobre as mais variadas questões como a liberação do casamento entre homossexuais, o aborto, pesquisas embrionárias e outros fatores que influenciam diretamente a opção de cada cidadão.
Isso é democracia: a maioria decide.
E não o que ocorre aqui, onde um grupo seleto, como o STF, a Câmara ou Senado, vota questões cruciais sem nenhuma consulta prévia à sociedade.
Deveríamos seguir o que há de bom nos EUA. Um dia chegamos lá
OBS: Fiquei dias sem postar: correria, trabalheira e diversão longe do computador. E só hoje saíram duas postagens: estou aprendendo com minha amiga Rebecca. ;-))
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Um grande passo para a humanidade
Acabaram as eleições norte-americanas. E o resultado foi o esperado: Barack Obama é o novo presidente dos EUA.
Foi uma vitória com uma grande margem de diferença. O mundo já não agüentaria outro mandato republicano, muito menos os EUA.
Mas o resultado destas eleições não diz respeito apenas como será conduzida a política do país – que, diga-se de passagem, cada vez menos infuencia ao nosso país, que vem buscando uma estabilidade econômica e se alinhando com países sul-americanos, europeus e até asiáticos, apesar de todos os problemas que envolvem tais relações.
O grande destaque desta eleição é a já batida questão: pela primeira vez em sua história os EUA elegeram um presidente negro.
E isso é uma vitória para a humanidade.
País extremamente racista, cenário de inúmeras crueldades e massacres conseguiu virar meia página de sua trajetória.
Ainda que seja um exemplo pessoal, Obama venceu. E não foram as eleições apenas. Obama venceu o preconceito. Parabéns!
Aqui também conseguimos vencer o preconceito e elegemos, por dois mandatos, pela primeira vez na história de um país extremante elitista e tão moralista quanto os EUA um pernambucano, torneiro mecânico, metalúrgico e líder sindical – apesar de todos os problemas e críticas que envolvem este governo.
O Chile e a Argentina também elegeram mulheres para presidente. Fato ainda inovador.
Enfim barreiras sociais estão sendo rompidas e eu realmente espero que cada vez mais possamos olhar a todos como iguais, independente de cor, sexo ou religião. OXALÁ
Foi uma vitória com uma grande margem de diferença. O mundo já não agüentaria outro mandato republicano, muito menos os EUA.
Mas o resultado destas eleições não diz respeito apenas como será conduzida a política do país – que, diga-se de passagem, cada vez menos infuencia ao nosso país, que vem buscando uma estabilidade econômica e se alinhando com países sul-americanos, europeus e até asiáticos, apesar de todos os problemas que envolvem tais relações.
O grande destaque desta eleição é a já batida questão: pela primeira vez em sua história os EUA elegeram um presidente negro.
E isso é uma vitória para a humanidade.
País extremamente racista, cenário de inúmeras crueldades e massacres conseguiu virar meia página de sua trajetória.
Ainda que seja um exemplo pessoal, Obama venceu. E não foram as eleições apenas. Obama venceu o preconceito. Parabéns!
Aqui também conseguimos vencer o preconceito e elegemos, por dois mandatos, pela primeira vez na história de um país extremante elitista e tão moralista quanto os EUA um pernambucano, torneiro mecânico, metalúrgico e líder sindical – apesar de todos os problemas e críticas que envolvem este governo.
O Chile e a Argentina também elegeram mulheres para presidente. Fato ainda inovador.
Enfim barreiras sociais estão sendo rompidas e eu realmente espero que cada vez mais possamos olhar a todos como iguais, independente de cor, sexo ou religião. OXALÁ
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Deixem Eloá descansar em paz
A nossa imprensa televisiva ainda me surpreende. A cobertura do desfecho do seqüestro da adolescente Eloá pelo seu ex-namorado Lindemberg na última sexta feira tornou-se comoção nacional.
De forma sensacionalista, sempre, todas as emissora fizeram cobertura extensiva e não houve nada que tirasse espaço deste assunto. Nem campeonato brasileiro, nem debate dos candidatos para o segundo turno das eleições e nem mesmo a morte de um grande empresário de maneira tão estúpida e brutal quanto a de Eloá.
Ontem pela manhã, meu marido e eu, tomando nosso café antes de ir para o trabalho, tentávamos ver jornal. Todos falavam de Eloá, desde o seqüestro até a doação de seus órgãos. A moça que recebeu seu coração abriu o principal jornal da principal emissora do país. As concorrentes não ficaram atrás. Todoas falando do mesmo assunto. Fomos para a TV paga e nos deparamos com a mesma situação. Impressionante!
Claro que considero o caso uma tragédia, mas de cunho particular. O velório da até então desconhecida Eloá contou com cerca de 10.000 pessoas!!! Que sociedade é essa que se comporta assim? Será que teremos também adesivos do tipo: "Enterro da Eloá, eu fui!"??? Tudo se transforma em espetáculo!! Critico a quem produz e a quem assiste. Eu não aceito isso: desligo a tv.
Essas mesmas emissoras que elegem casos para serem transformados em espetáculos disfarçam sua atuação, tentando parecer sérias, e colocam no ar psicólogos analisando o fato. E não é que eles explicam o quanto isso pode fazer mais vitimas, no sentido de dar notoriedade à pessoas por conta de péssimas atitudes.
Já havia acontecido com o caso da menina Isabela Nardoni e se repete agora: é o próprio contra-senso.
De forma sensacionalista, sempre, todas as emissora fizeram cobertura extensiva e não houve nada que tirasse espaço deste assunto. Nem campeonato brasileiro, nem debate dos candidatos para o segundo turno das eleições e nem mesmo a morte de um grande empresário de maneira tão estúpida e brutal quanto a de Eloá.
Ontem pela manhã, meu marido e eu, tomando nosso café antes de ir para o trabalho, tentávamos ver jornal. Todos falavam de Eloá, desde o seqüestro até a doação de seus órgãos. A moça que recebeu seu coração abriu o principal jornal da principal emissora do país. As concorrentes não ficaram atrás. Todoas falando do mesmo assunto. Fomos para a TV paga e nos deparamos com a mesma situação. Impressionante!
Claro que considero o caso uma tragédia, mas de cunho particular. O velório da até então desconhecida Eloá contou com cerca de 10.000 pessoas!!! Que sociedade é essa que se comporta assim? Será que teremos também adesivos do tipo: "Enterro da Eloá, eu fui!"??? Tudo se transforma em espetáculo!! Critico a quem produz e a quem assiste. Eu não aceito isso: desligo a tv.
Essas mesmas emissoras que elegem casos para serem transformados em espetáculos disfarçam sua atuação, tentando parecer sérias, e colocam no ar psicólogos analisando o fato. E não é que eles explicam o quanto isso pode fazer mais vitimas, no sentido de dar notoriedade à pessoas por conta de péssimas atitudes.
Já havia acontecido com o caso da menina Isabela Nardoni e se repete agora: é o próprio contra-senso.
sábado, 11 de outubro de 2008
Centenário
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Em tempo de eleições... nariz de palhaço!
O analfabeto politico de Bertold Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burrp que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacraio das empresas nacionais e multinacionais."
Bom este desabafo.
Mas lembro da eleição passada, para as esferas federal e estadual, quando vários eleitores, como maneira de protesto, foram votar com narizes de palhaços. Achei sensacional. Fui de palhaça também no segundo turno.
Pois é assim que me sinto. Voto em alguém para nos representar mas o sistema não facilita as informações sobre a atuação deste político. A imprensa atua de maneira tendenciosa e alarmista. Sem contar que os prórprios políticos decidem seus salários, benefícios e afins.
Para mim, político não deveria receber salários e as mordomias que recebem. Afinal, no principios dos tempos, político era quem tinha uma ideologia a defender, e ideologia se defende com alma e espirito, e não por um troco qualquer.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O início
Bem, o começo é sempre mais complicado....
Iniciar uma prática ou um hábito requer um grande envolvimento, que às, confesso, me falta. Normalmente por falta de tempo! Sempre envolvida em mil e uma atividades, é normal deixar coisas pendentes.
Começar este blogg é um bom exemplo, para mim, da vontade precedida da falta de tempo.
Sempre achei interessante disponibilizar pensamentos. Sempre que posso, algumas vezes mesmo não podendo, visito bloggs de amigos e desconhecidos. Adoro. E hoje tomei a atitude de fazer o meu!!
Entrem e fiquem a vontade, sempre.
E para consagrar a máxima das máximas:
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