Realmente esta tragédia ocorrida em Santa Catarina mexe muito com a gente.
Esta semana uma senhora de meia idade deu o seguinte depoimento:
- Eu só não perdi tudo, porque ainda estou viva.
Fiquei pensando muito nesta frase, principalmente por ter sido dita por uma pessoa além de sofrida, visivelmente humilde.
Você já pensou como fica a vida de uma pessoa depois de uma desgraça desta. Sem fotos, documentos, pertences pessoais. Isso considerando, obviamente, que ela não tenha perdido ninguém da família.
Essas tragédias são como furacões, arrasam nossas estruturas.
E o exemplo desta senhora, que apesar de tudo, ainda conseguiu enxergar um lado positivo. Coitada, deve ter visto muito vizinho ter perdido esposa, mãe, filhos. Essas sim, perdas irreparáveis.
Espero que as chuvas parem e que estes municípios recebam a atenção necessária para que todos reconstruam suas vidas.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Comédia da vida a dois

Eles namoravam há mais de 10 anos.
Além de namorados, eram amantes, amigos e companheiros. Eram tão companheiros que ela não hesitou:
_Amor, você pode comprar um ob para mim? Estou precisando e sem tempo nenhum.
_Claro, terei mesmo que passar em uma farmácia.
E seguiram nos seus afazerem. Até que ele no balcão da farmácia, muito inibido, solicitou à atendente:
_Por favor, um ob.
_Pequeno, médio ou grande, senhor?
Ele gelado, sem saber o que aquilo poderia significar, respondeu, gaguejando:
_Sei lá... para adulto!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Ainda as eleições norte americanas
O que me impressiona nos EUA é a importância ao livre-arbítrio e conseqüentemente a democracia. Lá as eleições são optativas e ainda sim houve 73,5% de participação (porcentagem calculada sobre a população apta a votar). Um ótimo número.
Lá, ao contrário daqui, as eleições não são em um único dia de votação. As sessões são abertas dias antes para quem quiser adiantar seu voto. Pode-se votar pelo correio.
Enfim é realmente um processo participativo.
Aqui somos obrigados. NÃO É DIREITO, É DEVER!! Que cidadão é este que queremos construir. Que democracia é a nossa que nós obriga a participar.
Dizem que se não for assim, não haveria quórum suficiente para eleger um candidato. Claro, isso é o resultado de uma grande decepção e de um processo que não representa a maioria. Eu se pudesse não votava.
E porque nos EUA há tanta participação? Consciência? Esperança? NÃO. É porque lá as eleições não são apenas para escolher um representante. Lá eles fazem zilhões de plebiscitos nos estados, sobre as mais variadas questões como a liberação do casamento entre homossexuais, o aborto, pesquisas embrionárias e outros fatores que influenciam diretamente a opção de cada cidadão.
Isso é democracia: a maioria decide.
E não o que ocorre aqui, onde um grupo seleto, como o STF, a Câmara ou Senado, vota questões cruciais sem nenhuma consulta prévia à sociedade.
Deveríamos seguir o que há de bom nos EUA. Um dia chegamos lá
OBS: Fiquei dias sem postar: correria, trabalheira e diversão longe do computador. E só hoje saíram duas postagens: estou aprendendo com minha amiga Rebecca. ;-))
Lá, ao contrário daqui, as eleições não são em um único dia de votação. As sessões são abertas dias antes para quem quiser adiantar seu voto. Pode-se votar pelo correio.
Enfim é realmente um processo participativo.
Aqui somos obrigados. NÃO É DIREITO, É DEVER!! Que cidadão é este que queremos construir. Que democracia é a nossa que nós obriga a participar.
Dizem que se não for assim, não haveria quórum suficiente para eleger um candidato. Claro, isso é o resultado de uma grande decepção e de um processo que não representa a maioria. Eu se pudesse não votava.
E porque nos EUA há tanta participação? Consciência? Esperança? NÃO. É porque lá as eleições não são apenas para escolher um representante. Lá eles fazem zilhões de plebiscitos nos estados, sobre as mais variadas questões como a liberação do casamento entre homossexuais, o aborto, pesquisas embrionárias e outros fatores que influenciam diretamente a opção de cada cidadão.
Isso é democracia: a maioria decide.
E não o que ocorre aqui, onde um grupo seleto, como o STF, a Câmara ou Senado, vota questões cruciais sem nenhuma consulta prévia à sociedade.
Deveríamos seguir o que há de bom nos EUA. Um dia chegamos lá
OBS: Fiquei dias sem postar: correria, trabalheira e diversão longe do computador. E só hoje saíram duas postagens: estou aprendendo com minha amiga Rebecca. ;-))
Um grande passo para a humanidade
Acabaram as eleições norte-americanas. E o resultado foi o esperado: Barack Obama é o novo presidente dos EUA.
Foi uma vitória com uma grande margem de diferença. O mundo já não agüentaria outro mandato republicano, muito menos os EUA.
Mas o resultado destas eleições não diz respeito apenas como será conduzida a política do país – que, diga-se de passagem, cada vez menos infuencia ao nosso país, que vem buscando uma estabilidade econômica e se alinhando com países sul-americanos, europeus e até asiáticos, apesar de todos os problemas que envolvem tais relações.
O grande destaque desta eleição é a já batida questão: pela primeira vez em sua história os EUA elegeram um presidente negro.
E isso é uma vitória para a humanidade.
País extremamente racista, cenário de inúmeras crueldades e massacres conseguiu virar meia página de sua trajetória.
Ainda que seja um exemplo pessoal, Obama venceu. E não foram as eleições apenas. Obama venceu o preconceito. Parabéns!
Aqui também conseguimos vencer o preconceito e elegemos, por dois mandatos, pela primeira vez na história de um país extremante elitista e tão moralista quanto os EUA um pernambucano, torneiro mecânico, metalúrgico e líder sindical – apesar de todos os problemas e críticas que envolvem este governo.
O Chile e a Argentina também elegeram mulheres para presidente. Fato ainda inovador.
Enfim barreiras sociais estão sendo rompidas e eu realmente espero que cada vez mais possamos olhar a todos como iguais, independente de cor, sexo ou religião. OXALÁ
Foi uma vitória com uma grande margem de diferença. O mundo já não agüentaria outro mandato republicano, muito menos os EUA.
Mas o resultado destas eleições não diz respeito apenas como será conduzida a política do país – que, diga-se de passagem, cada vez menos infuencia ao nosso país, que vem buscando uma estabilidade econômica e se alinhando com países sul-americanos, europeus e até asiáticos, apesar de todos os problemas que envolvem tais relações.
O grande destaque desta eleição é a já batida questão: pela primeira vez em sua história os EUA elegeram um presidente negro.
E isso é uma vitória para a humanidade.
País extremamente racista, cenário de inúmeras crueldades e massacres conseguiu virar meia página de sua trajetória.
Ainda que seja um exemplo pessoal, Obama venceu. E não foram as eleições apenas. Obama venceu o preconceito. Parabéns!
Aqui também conseguimos vencer o preconceito e elegemos, por dois mandatos, pela primeira vez na história de um país extremante elitista e tão moralista quanto os EUA um pernambucano, torneiro mecânico, metalúrgico e líder sindical – apesar de todos os problemas e críticas que envolvem este governo.
O Chile e a Argentina também elegeram mulheres para presidente. Fato ainda inovador.
Enfim barreiras sociais estão sendo rompidas e eu realmente espero que cada vez mais possamos olhar a todos como iguais, independente de cor, sexo ou religião. OXALÁ
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Deixem Eloá descansar em paz
A nossa imprensa televisiva ainda me surpreende. A cobertura do desfecho do seqüestro da adolescente Eloá pelo seu ex-namorado Lindemberg na última sexta feira tornou-se comoção nacional.
De forma sensacionalista, sempre, todas as emissora fizeram cobertura extensiva e não houve nada que tirasse espaço deste assunto. Nem campeonato brasileiro, nem debate dos candidatos para o segundo turno das eleições e nem mesmo a morte de um grande empresário de maneira tão estúpida e brutal quanto a de Eloá.
Ontem pela manhã, meu marido e eu, tomando nosso café antes de ir para o trabalho, tentávamos ver jornal. Todos falavam de Eloá, desde o seqüestro até a doação de seus órgãos. A moça que recebeu seu coração abriu o principal jornal da principal emissora do país. As concorrentes não ficaram atrás. Todoas falando do mesmo assunto. Fomos para a TV paga e nos deparamos com a mesma situação. Impressionante!
Claro que considero o caso uma tragédia, mas de cunho particular. O velório da até então desconhecida Eloá contou com cerca de 10.000 pessoas!!! Que sociedade é essa que se comporta assim? Será que teremos também adesivos do tipo: "Enterro da Eloá, eu fui!"??? Tudo se transforma em espetáculo!! Critico a quem produz e a quem assiste. Eu não aceito isso: desligo a tv.
Essas mesmas emissoras que elegem casos para serem transformados em espetáculos disfarçam sua atuação, tentando parecer sérias, e colocam no ar psicólogos analisando o fato. E não é que eles explicam o quanto isso pode fazer mais vitimas, no sentido de dar notoriedade à pessoas por conta de péssimas atitudes.
Já havia acontecido com o caso da menina Isabela Nardoni e se repete agora: é o próprio contra-senso.
De forma sensacionalista, sempre, todas as emissora fizeram cobertura extensiva e não houve nada que tirasse espaço deste assunto. Nem campeonato brasileiro, nem debate dos candidatos para o segundo turno das eleições e nem mesmo a morte de um grande empresário de maneira tão estúpida e brutal quanto a de Eloá.
Ontem pela manhã, meu marido e eu, tomando nosso café antes de ir para o trabalho, tentávamos ver jornal. Todos falavam de Eloá, desde o seqüestro até a doação de seus órgãos. A moça que recebeu seu coração abriu o principal jornal da principal emissora do país. As concorrentes não ficaram atrás. Todoas falando do mesmo assunto. Fomos para a TV paga e nos deparamos com a mesma situação. Impressionante!
Claro que considero o caso uma tragédia, mas de cunho particular. O velório da até então desconhecida Eloá contou com cerca de 10.000 pessoas!!! Que sociedade é essa que se comporta assim? Será que teremos também adesivos do tipo: "Enterro da Eloá, eu fui!"??? Tudo se transforma em espetáculo!! Critico a quem produz e a quem assiste. Eu não aceito isso: desligo a tv.
Essas mesmas emissoras que elegem casos para serem transformados em espetáculos disfarçam sua atuação, tentando parecer sérias, e colocam no ar psicólogos analisando o fato. E não é que eles explicam o quanto isso pode fazer mais vitimas, no sentido de dar notoriedade à pessoas por conta de péssimas atitudes.
Já havia acontecido com o caso da menina Isabela Nardoni e se repete agora: é o próprio contra-senso.
sábado, 11 de outubro de 2008
Centenário
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Em tempo de eleições... nariz de palhaço!
O analfabeto politico de Bertold Brecht
"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burrp que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacraio das empresas nacionais e multinacionais."
Bom este desabafo.
Mas lembro da eleição passada, para as esferas federal e estadual, quando vários eleitores, como maneira de protesto, foram votar com narizes de palhaços. Achei sensacional. Fui de palhaça também no segundo turno.
Pois é assim que me sinto. Voto em alguém para nos representar mas o sistema não facilita as informações sobre a atuação deste político. A imprensa atua de maneira tendenciosa e alarmista. Sem contar que os prórprios políticos decidem seus salários, benefícios e afins.
Para mim, político não deveria receber salários e as mordomias que recebem. Afinal, no principios dos tempos, político era quem tinha uma ideologia a defender, e ideologia se defende com alma e espirito, e não por um troco qualquer.
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